“Ler é deixar o coração no varal; é
descobrir-se na experiência do outro.” Bartolomeu Campos de Queiroz.
No texto Escola e
Literatura, me chama atenção quando observo algo que é presente nas escolas,
vejamos;
(...)
Muitas vezes, adestrar é mais viável e cômodo que educar. O primeiro demanda
apenas informações como exigências de repetições. Educar implica escutar, pois
só nos é possível compreender “quem” é o
outro quando ele se diz.(...). (QUEIRÓS, 2012,p.85).
A escola pública tem uma grande responsabilidade, entendo
que ela não é única responsável pela transformação da sociedade, porém está em
suas mãos à condição de diminuir tanta desigualdade existente, então nos
professores precisamos fazer deste espaço o melhor lugar e entendermos nosso
importante lugar na sociedade.
Li também o texto Ler é deixar o coração no varal, onde
ele começa a falar sobre o livro chamado Coração
não toma sol que escreveu sobre suas experiências, sobre sua preocupação em
agradar o outro, e muitas vezes não permitir se relevar como é, nem mesmo para
si. Durante essa leitura maravilhosa, me deparo com um trecho que revela a
importância dos educadores, pais, responsáveis, deixarem alunas (os), filhas (os),
crianças a manusearem o livro como quiserem; morder, chupar, rasgar... Esse é o
seu contato com o livro e muitas vezes no primeiro contato acontecerá isso,
pois é algo novo. Notemos:
A
criança manipula o livro de cabeça para baixo, do meio para o fim, de cabeça para cima. A liberdade lhe permite
isso. Só em liberdade inventamos e reinventamos o mundo. A liberdade é que
conduz o leitor, leitura afora. O livro didático “ensina”, enquanto o livro
literário possibilita discutir o destino. A criança é que elege a sua leitura e
atribui ao objeto livro o que ele tem a lhe dizer. O livro é um objeto e a
criança, o sujeito. Nesta relação, é o sujeito que fala. (QUEIRÓS, 2012, p.92).
Não podemos reprimir, restringir esse momento único do
sujeito com ele mesmo. Essa manipulação que para alguns adultos não fazem
sentido, é a criança desconstruindo para nós, mas internamente ela está se
organizando, desta forma está se construindo o futuro leitor.
Finalizo com esse trecho;
(...)
O livro se faz passaporte para viagens por terras conhecidas ou fronteiras ainda por conhecer. Na leitura
literária, todo sonho é possível, todo absurdo, explicável, redes são tecidas,
e o conhecimento, manifesto. (QUEIRÓS, 2012, p.86).
Concordo que o livro é o nosso passaporte! Assim nos
futuros professores/ professoras precisamos apresentar a estes alunos este passaporte, e os deixar viajarem neste lugar, que permiti-nos sair da nossa
realidade, que às vezes são cruéis, e sonharmos sem ter medo!
QUEIRÓS, Bartolomeu Campos de. Escola e literatura, p.85-87 e Ler é deixar o coração no varal, p.89-97. Sobre ler, escrever e outros diálogos. ABREU, Júlio (org.). Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2012. (Série Conversas com o Professor).
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Viajar com a leitura de um livro é ultrapassar os limites! Um bom livro é sempre um bom companheiro! Vai nessa força!
ResponderExcluirPerfeito sua escrita!!! Fico feliz que tenha gostado. Qualquer dica é só falar.
ResponderExcluirAbraços