Como professores, pais, responsáveis precisamos estar sempre atentos as
crianças e hoje trago para vocês sobre o TDAH.
Você sabe o que é ??? Sua observação é de suma importância. O TDAH é
considerado um dos problemas de saúde mais bem estudados na atualidade. Vamos
entender um pouco...
Segundo estudos o transtorno de déficit de atenção/hiperatividade
(TDAH) é o transtorno mental mais comum na infância (Jensen et al.,1999),
caracterizado por sintomas de desatenção/desorganização, hiperatividade
e impulsividade. É considerado um transtorno neurocomportamental, ou
seja, a partir de uma disfunção cerebral o indivíduo passa a apresentar
problemas de comportamento. Em relação à distribuição do TDAH por sexo, ele é idêntico entre meninos e meninas. O TDAH é causado por diversos fatores, porém os
fatores genéticos são responsáveis por 77% da possibilidade de a pessoa
desenvolver (Faraone et al., 2005).
Os fatores que causam o TDAH comprometem o desenvolvimento e o
funcionamento de áreas específicas do cérebro, principalmente na região frontal
e suas conexões. Essas áreas são responsáveis por funções executivas do
cérebro, como o autocontrole, o automonitoramento, a memória de
trabalho, o planejamento, a organização e o controle emocional. Na
maioria das vezes, o TDAH passa a ser identificado no momento que a criança
necessita de mais concentração e autocontrole. Isso costuma acontecer no fim da
pré-escola, por volta dos 05 anos de idade. Como outrora já abordado, a criança
com TDAH apresenta uma combinação de três tipos de funcionamentos
específicos: desatenção/ desorganização, hiperatividade e
impulsividade.
O
tratamento do TDAH deve ser multimodal, orientação de pais e professores,
reforço escolar, psicoterapias individuais e em grupo e acompanhamento médico
são modalidades a serem consideradas. Em casos mais brandos, diversas
intervenções e atitudes podem auxiliar. Casos moderados e graves devem passar
por uma avaliação médica. Vale ressaltar que o diagnóstico do TDAH
é clínico, ou seja, o médico chega ao diagnóstico pela
avaliação cautelosa da vida e do comportamento observável da criança (ou do
adolescente).
ü A opinião dos
professores é decisiva nesse momento. Visto que ela costuma ser mais precisa do que a dos
pais, pois os professores têm mais referencias de comportamento,
diante de outros alunos, e são mais imparciais e têm a possibilidade de
observar a criança nas tarefas em sala de aula. Permito-me acrescentar que
também observamos as interações com as outras crianças.
- OBS: Essas dificuldades podem ser
observadas em sala de aula, estando presente na leitura, escrita,
matemática e organização. Acrescento também na interação com as outras
crianças em outros espaços escolares.
Referência: ESTANISLAU, G, M e
MATTOS, P. Transtorno de déficit de atenção/hiperatividade. In: ESTANISLAU, G. M; BRESSAN, R. A;
(org). Saúde mental da escola: o que os educadores devem saber. Porto
Alegre: Artmed, 2014, p.153-164.
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Lembrando que esse é um breve resumo sobre essa temática que é vasta.
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